Este, é um espaço não oficial.


ESTE É UM ESPAÇO NÃO OFICIAL.
Bem vindo. Serve este espaço para divulgar acções, noticias ou acontecimentos relacionados com o CI em particular e com a PSP em geral, e ainda, assuntos que de alguma forma, para nós, tenham alguma importância a nível profissional, social e/ou cultural...

Todos poderão participar, mandem artigos para serem publicados na página principal para a.fortiori.ci@gmail.com

Guestbook LIVRO DE VISITAS

Dinheiro não utilizado na Cimeira da NATO vai ser devolvido

Seis viaturas celulares e 25 carrinhas de transporte anti-motim entre o material que já não vai reforçar as forças de segurança.

O que está anulado, está anulado e os 3,7 milhões de euros que não foram gastos em material para a Cimeira da NATO, vão ter que ser devolvidos ao Ministério das Finanças até 31 de Dezembro. Todos os procedimentos que foram anulados – ou por ausência de propostas, ou por irregularidades nas propostas apresentadas – estão agora definitivamente considerados nulos.

São 10, de um total de 14 e dizem respeito às restantes 35 viaturas que a PSP dizia precisar, para além, dos seis blindados. Desaparecem assim da lista seis viaturas celulares, 25 carrinhas de transporte anti-motim, três viaturas anti-motim para remoção de obstáculos, uma delas pesada, e ainda um veiculo canhão de água.

Já em relação aos quatro procedimentos que foram concluídos com sucesso, dando lugar a adjudicações por ajuste directo no valor de um milhão e 722 mil euros, é ainda reduzido o material que foi entregue à PSP, mas em nenhum dos casos há, por enquanto, incumprimento de prazos, e por isso, qualquer argumento para se exigirem indemnizações.

Dos seis blindados, ainda só chegou um, sendo que este fim-de-semana deverá chegar o segundo e o material de protecção individual. Equipamento electrónico e munições, têm chegado aos poucos, não estando ainda completa nenhuma entrega.

Apesar de já ter passado uma semana da Cimeira da NATO, nenhum prazo contratual está para já ultrapassado.

Celso Paiva "RR"

ANAP - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS APOSENTADOS DA POLÍCIA



A HISTÓRIA DA TERTÚLIA E DA ANAP
A Tertúlia da ANAP, das Caldas da Rainha, é ainda uma criança, que irá completar 3 anos em 21-11-2010. Nasceu precisamente em 21-11-2007, no dia em que a então Secção da PSP, abandonou definitivamente, as suas velhas instalações, que fazem também parte da história da Polícia de Segurança Pública.

A Tertúlia já estava em gestação, por iniciativa de um dirigente Nacional da ANAP, Joaquim Dinis Baroso, que infelizmente, já nos deixou em 14-05-2009. Mas a Tertúlia ficou viva e as pessoas que nela participam, são cada vez mais.

Livro da História da ANAP-PSP

A Tertúlia está aberta 7 dias por semana, das 9 às 18 horas e é diariamente frequentada por um grupo de Oficiais, Chefes e Agentes e esporadicamente por outros sócios da ANAP e elementos da PSP no activo. A porta está aberta e cada um entra, serve-se livremente, olha para a tabela de preços, se não a conhece e paga, ou aponta na folha existente. Pagará na próxima visita, sem ninguém lhe pedir contas. Isso é que constitui orgulhos dos frequentadores e da Comissão de Gerência, porque no fim de cada mês, além de ser muito reduzido o consumo, sobra quase sempre poucos, mas alguns euros sinal evidente de que, todos ou quase todos, pagam o que consomem. E vai chegando para dar uma gorjeta à senhora que se encarrega da limpeza.

A HISTÓRIA DA ANAP- ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS APOSENTADOS DA POLÍCIA

A Tertúlia das Caldas da Rainha nasceu, porque já existia a mãe, a ANAP Nacional, que tem sede em Coimbra, mas tem delegações em quase todas as capitais de distrito e representação noutras cidades com Caldas da Rainha e Covilhã. 
 
Instalações da Tertúlia da ANAP-Caldas da Rainha
TERTÙLIA DA ANAP – CALDAS DA RAINHA
(Rua Provedor Frei Jorge de S. Paulo, 1 (antigo Comando da PSP) 2500-245 Caldas da Rainha)

A ANAP Nacional tem cerca de 5.000 associados espalhados, por todo o continente e regiões autónomas. Mas representa todos os aposentados da PSP, ainda que não sócios da ANAP. É hoje reconhecida e acarinhada, pelo MAI, pela DN, Serviços Sociais e pelos CDP da PSP.


A ANAP tem uma história mais vasta, que não é possível contar aqui, mas que está contada num livro editado em 2009, pelo comissário principal aposentado, Manuel Francisco Pereira, que foi o Presidente da Direcção que mais tempo esteve no cargo. Este livro está à venda por 10 euros, em todas as Delegações da ANAP.

A ANAP nasceu em 25-10-1984, por escritura realizada em Castelo Branco. Já fez 26 anos comemorados antecipadamente, em 09-10-2010, com a presença do Ministro da Administração Interna, na EPP, em Torres Novas.

Mas, a sede nacional, foi transferida de Castelo Branco para Coimbra, por escritura de 15-07-1988, no 2.º Cartório Notarial de Coimbra, com alteração dos Estatutos. E os estatutos voltaram a ser alterados em 1992, para adaptação ao DL 119/83, por escritura de 11-12-1992, repetida em 19-01-1993, por exigência do Ministério Público, da Comarca de Coimbra. Publicadas no DR –III série de 13-05-1993 (Suplemento).

A ANAP, está matriculada no Registo Nacional de Pessoas Colectivas, com o n.º 501474552 e foi classificada como Pessoa Correctiva de Utilidade Pública, por Despacho de Sua Excelência o 1.º Ministro, publicado no DR-II série de 10-01-1995-

A última alteração dos Estatutos foi aprovada em Assembleia-Geral Nacional, de 13-11-1999 e a escritura realizada em 11-01-2000, publicada na III Série do DR de 15-03-2000.

A sede Nacional da ANAP está em edifício próprio na Rua Infanta D. Sancha, 8-r/c Esq.º 3000-217 Coimbra com o telefone e fax 239482535 e E-mail : - anap_nacional@sapo.pt. GFM


Pela Comissão da Tertúlia da ANAP Caldas

Viatura de transporte de pessoal com protecção balística

fonte RTP


22 Novembro, 2010 in "Actual!dades"
Governo Civil de Lisboa esclarece questão de compra de material para PSP
 
Como forma de salvaguardar a transparência da aquisição de material de defesa para a PSP, o Governo Civil de Lisboa emitiu um comunicado onde revela que a compra do material foi feita com base nas necessidades de equipamentos apresentadas pela Polícia de Segurança Pública.

O Governo Civil garante que a decisão teve ainda por base "consultas ao mercado realizadas às empresas sugeridas pela mesma e das deliberações do júri dos procedimentos concursais, lançados nos termos da lei, num processo de articulação entre o Governo Civil de Lisboa, o Ministério da Administração Interna e o Ministério das Finanças", lê-se no documento.

Das seis viaturas adquiridas uma, garante, já foi entregue na Unidade Especial de Polícia da PSP, vinda do Canadá, realçando que cabe agora à PSP a avaliação de "todas as potencialidades operacionais decorrentes deste novo recurso para o cumprimento das missões de segurança em território nacional".

fonte "Actual!dades"



Cimeira




Manifestação anti-NATO decorreu sem grandes incidentes



SIC

Cimeira da NATO passo a passo


ver a "fita de tempo" de tudo o que se passou na Cimeira

fonte "Expresso"

Manifestação contra a NATO em Lisboa decorreu sob grande tensão

Manifestação contra a NATO em Lisboa decorreu sob grande tensão

A manifestação contra a NATO, em Lisboa, decorreu sob tensão e debaixo de enorme vigilância policial. Mas, segundo a PSP, "não há registo de incidentes".
"Até ao momento, as medidas preventivas têm resultado", declarou, ao JN, Jorge Barreira, comandante do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

O único caso de maior preocupação deu-se, a meio da tarde, quando um grupo não organizado foi cercado pelo Corpo de Intervenção da PSP, junto ao Marquês de Pombal.

A intervenção policial deu-se a pedido dos organizadores da manifestação que perceberam que mais de 100 pessoas iam integrar o protesto. A polícia, fortemente armada, cercou o grupo na cauda do cortejo.

Faixas vermelhas e muitas bandeiras do Partido Comunista dominaram a manifestação, à qual se juntaram várias organizações sindicais e outros grupos não organizados.

"Nem mais um cêntimo para a guerra", "Portugal fora da NATO", eram algumas das frases inscritas nos cartazes.

Vários carros alegóricos, com bombas e mísseis de plásticos com várias mensagens, gigantones e zés pereiras de Via Longa animaram o desfile.

Polícia de 10 em 10 metros e carrinhas do Corpo de Intervenção da PSP vigiaram a manifestação que terminou na Praça dos Restauradores.

De manhã, funcionários da Câmara Municipal de Lisboa e agentes da PSP estiveram a recolher algumas pedras soltas ao longo da Avenida.

Rui Nunes, encarregado de obras da Câmara de Lisboa, afirmou ao JN que a PSP pediu à autarquia para "tapar" alguns buracos da calçada.

O restaurante da cadeia norte-americana McDonalds do Rossio tapou, com autocolantes, o símbolo da marca e a loja italiana Prada, que fica na avenida da Liberdade, protegeu as montras com tapumes de madeira.

fonte JN

Sabe como é que os pacifistas treinam para resistir à polícia?


 Alguns activistas fazem de activistas, outros de agentes de autoridade. Uns deitam-se no chão, outros tentam levantá-los. Uns resistem, os outros tentam prendê-los.

Mas nada disto é a sério. Os verdadeiros polícias estão atrás no teatro nacional D. Maria II, bem apetrechados, armados e tranquilos, ao lado de sete carrinhas do corpo de intervenção e de outras três viaturas.

A alguns metros, na Praça do Rossio, dezenas de jovens - e outros tantos jornalistas e curiosos - dedicaram-se a um jogo de faz-de-conta. A cimeira da NATO ainda não começou e as acções de protesto mais violentas, que se teme também possam chegar a Lisboa, também não.

Enquanto os líderes da Aliança Atlântica limam os dossiers, que vão ser discutidos no Parque das Nações durante dois dias, os preparativos para contestá-los ainda estão no aquecimento.

Carlos Barranco, da associação espanhola MOC - um pacifista veterano e um dos participantes desta «acção de treino para acções de desobediência civil» - disse ao tvi24.pt que, apesar das técnicas ensinadas, o objectivo é que os protestos decorram sem obrigar as autoridades a usar a força.

Veio de Valência unicamente para demonstrar o seu desagrado pela forma como a NATO se comporta e a favor da paz, garante. Na cimeira de Estrasburgo, recorda, foi apanhado no meio dos distúrbios e das cargas policiais. Admite que há grupos interessados em criar problemas e gerar violência, mas, até agora, ainda não viu em Lisboa qualquer elemento da linha mais dura destes movimentos.

«Não vimos nenhuma convocatória relacionada com o Black Bloc, nem na Internet nem em nenhum sítio», explicou ao «tvi24.pt». Mas sem pôr as mãos no fogo que algo não aconteça e agite a tranquilidade da cidade e da polícia e dos agentes a sério, como os que estavam de prevenção esta tarde, atrás do Teatro D. Maria.

fonte TVI24(video)

MISSÃO - SEGURANÇA

Grande reportagem SIC 14Nov2010

A PSP tem a missão de zelar pela segurança dos participantes e de uma cidade que vai estar no centro das atenções mundiais.

Tradicionalmente, as cimeiras NATO atraem movimentos contestatários, muitos deles de extrema violência.

A Unidade Especial de Polícia (UEP) prepara, há meses, todos os pormenores da operação.

“Grande ostensividade e grande visibilidade do dispositivo de segurança que vai estar no palco das operações”, são as palavras de ordem do Superintendente Magina da Silva, para definir a estratégia que vai ser seguida pela força de elite da PSP. A Unidade Especial de Polícia tem ao dispor as Equipas de Intervenção Rápida de todo o país bem como os 7000 agentes do Comando Metropolitano de Lisboa.

Muitos destes polícias vão fazer “greve de zelo” durante o período da cimeira, abstendo-se de passar multas de trânsito. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), o maior sindicato da PSP, nunca usa a palavra “greve”. O último sindicalista que o fez, Armando Ferreira, do SINAPOL, cumpre 90 dias de suspensão.

Com a PSP entre a maior operação de segurança jamais registada em Portugal e uma nova onda de contestação sindical, a Grande Reportagem entrou no mundo dos polícias.


Ficha Técnica:
JORNALISTA – Carlos Rico
IMAGEM – José Vaio
EDIÇÃO DE IMAGEM – António Soares
GRAFISMO – Gisela Batista
PRODUÇÃO – Maria Calado/Isabel Mendonça
COORDENAÇÃO – Cândida Pinto
DIRECÇÃO – Alcides Vieira

CIMEIRA - NATO



Ver perímetros , restrições e condicionamentos


fonte PSP

CIMEIRA - NATO

(...)
COMITIVAS COM MAIS SEGURANÇA

A PSP tem estado a recrutar ex-operacionais das unidades especiais, colocados noutros comandos de Polícia, para reforçar a segurança das comitivas dos países participantes na Cimeira da NATO. Os agentes já recrutados, que amanhã deverão estar no briefing que vai reunir todo o efectivo destacado, pertenceram ao GOE, Corpo de Intervenção e Corpo de Segurança Pessoal.

DIVISÕES DA PSP SOFREM 'SANGRIA'

A 2ª Divisão do Comando de Lisboa da PSP vai ter a maior exigência operacional durante a acção de segurança à Cimeira da NATO. Responsável pelo policiamento no Parque das Nações, esta unidade vai ser reforçada por centenas de efectivos de todas as outras divisões do Comando de Lisboa. Algumas delas vão sofrer grandes ‘sangrias’ de agentes, obrigando a empenho extra para o patrulhamento.

fonte CM

Encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública

José Conde Rodrigues participou na Sessão de Encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública
09/11/2010

O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, José Conde Rodrigues, participou na Cerimónia de Encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública, em representação do Ministro da Administração Interna, que se realizou na Unidade Especial de Polícia, no dia 9 de Novembro. A cerimónia incluiu uma demonstração, técnico – táctica, executada pelos novos elementos do Corpo de Intervenção.

 
SEAAI

fonte MAI

Alberto Oliveira critica LPFP por não considerar clássico minhoto de alto risco

A Liga Portuguesa de Futebol Profissiona (LPFP) foi alvo de duras criticas, esta quinta-feira, por não considerar o jogo entre o Vitória de Guimarães e o Sporting de Braga, agendado para o próximo sábado, de alto risco.

Para o vice-presidente do Vitória de Guimarães o clássico minhoto deveria ser considerado de alto risco pela LPFP, já que a polícia aumentou o contingente do corpo de intervenção para o jogo referente à 11ª jornada da Liga.

"Lamentavelmente a Liga considera este jogo como um de nível três, ou seja, de risco normal", apontou Alberto Oliveira.
Alberto Oliveira revelou ainda que o jogo de sábado terá o "maior dispositivo de segurança de sempre" do Vitória em jogos do campeonato, nem sequer igualado nos embates com os 'grandes' do futebol português: 'stewards' serão 130, elementos do corpo de intervenção 90 e agentes da PSP 130.

Em causa está a eventual presença de 4000 adeptos bracarenses, o que corresponde ao número de bilhetes adquiridos pela direcção 'arsenalista' para oferecer aos sócios.
"Actualmente, temos três jogos que nos preocupam sempre, que é contra o Braga, FC Porto e Benfica. Antes tínhamos também o Leixões e o Boavista, dada a rivalidade com esses clubes. Com o Sporting é mais calmo", disse.

fonte "O JOGO ONLINE"

"A serem utilizados, será pontualmente"

3 perguntas a... Paulo Rodrigues (ASPP-PSP)

A PSP precisa de blindados de guerra para entrar nos bairros problemáticos?

Sabemos que em alguns bairros da periferia de Lisboa e do Porto têm sido apreendidas armas com calibre de guerra. Mas de forma alguma se trata de uma situação rotineira. A Unidade Especial de Polícia não está a actuar todos os dias nestes locais, portanto entendo que a serem utilizados estes blindados, será só pontualmente.

Sendo assim, porque era urgente adquirir estas viaturas numa altura de crise como a que vivemos?

Há uma tendência crescente do crime violento e organizado e por isso é natural que os comandantes sintam a necessidade de se prevenir. O comandante da Unidade Especial de Polícia está a pensar no futuro e se ele entendeu que as viaturas com estas características eram as que melhor serviam os interesses da PSP e mais capacidade tinham para proteger os agentes, e porque é assim.

E esta é a melhor altura para essas exigências?

Não me compete a mim dizer se a altura é a melhor ou a pior. A PSP quer executar melhor a sua missão e, tendo em conta a Cimeira da NATO, esta ocasião é uma boa altura para fazer este tipo de exigências. Agora é o Governo que decide de acordo com os interesses de todos.

fonte DN

Deputados querem explicações do ministro

Rui Pereira tinha garantido aos deputados que não estavam a comprar blindados militares. Agora tem de se explicar

O ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, garantiu em audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdade e Garantias, que o Governo não estava a comprar viaturas militares para a PSP. O ministro foi convicto perante a insistência dos deputados, que o questionavam sobre a necessidade desta despesa (cerca de um milhão e duzentos mil euros) quando existiam blindados disponíveis na GNR. "Não, não se tratam de blindados militares, tratam-se de viaturas com protecção balística para transporte de polícias", reiterou o governante.
(...)

PSP comprou blindados para a 'guerra' nos bairros

A polícia assumiu que era atacada com armas de guerra nos bairros de risco


A PSP reconhece que é atacada por armas com calibre de guerra em zonas urbanas de risco, localizadas nas áreas da sua responsabilidade. Este foi, pelo menos, o principal argumento que consta do caderno de encargos, a que o DN teve acesso, para comprar os seis blindados, que supostamente deveriam chegar para a Cimeira da NATO.
Cova da Moura


De acordo com o documento do Governo Civil de Lisboa, que define as especificações técnicas dos veículos, estes não se tratam de simples "viaturas de transporte pessoal com protecção balística", conforme garantiu o ministro da Administração Interna (ver texto ao lado) e o comando da PSP. Tratam-se, isso sim, de verdadeiros blindados de guerra, idênticos aos usados pelos americanos e ingleses no Iraque.

Cova da Moura 

A única diferença em relação aos tradicionais é que, em vez de uma torre com uma arma de fogo, os da PSP terão - pelo menos na sua acção em Portugal - uma torre com um observador. São de muito maior dimensão e capacidade que os blindados da GNR e até que os Pandur do Exército.

Segundo o caderno de encargos "o veículo com protecção balística para transporte pessoal da PSP destina-se a fazer face a ocorrências policiais de maior risco, nomeadamente aquando da necessidade de intervenção nas múltiplas zonas urbanas sensíveis localizadas na área de responsabilidade da PSP, quando são usadas armas 56 (sic, mas será calibre 5,56, de guerra) de fogo, seja contra elementos da PSP, seja contra qualquer cidadão".

Cova da Moura 

Por outro lado, o tipo de blindagem que é exigida, a NIJ-STD- -0108.01. Nível III (Standards do National Institute of Justice dos EUA), corresponde a uma protecção balística para calibre 7,62 mm FMJ (Full Metal Jacket), perfurantes. Este é um calibre utilizado normalmente em espingardas automáticas, tipo G3, ou nas metralhadoras ligeiras em cenários de conflito convencionais - Iraque ou Afeganistão.

A presença deste tipo de armamento, de forma regular, nos bairros periféricos, não era, até agora, conhecida. Opresidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, entende que "a única justificação para que a PSP tenha sentido a necessidade de comprar estes blindados é a de ter feito uma análise da situação e desta ter levado a previsão de acontecimentos muitos graves e violentos", que podem ser "expressão de descontentamento de massas". O responsável lembra que "em certos bairros há grupos de crime organizado que têm acesso a armas de grande calibre".

No último relatório anual de Segurança Interna, já se alertava para o facto dos bairros problemáticos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto serem "palco de actividades ligadas ao tráfico internacional de armas e do crime organizado".

Sobre o tráfico de armas, diz o relatório, este é abastecido, "num primeiro nível, por microrredes informais com contactos externos com as principais organizações de traficantes que operam na Europa (sobretudo do Leste) e, num patamar menor, por pequenos distribuidores que assegura a venda directa e se instalam, sobretudo, nas zonas urbanas sensíveis de Lisboa e Porto".

Durante 2009, estes bairros foram palco ainda de incidentes que obrigaram a PSP e a GNR a entrar em força com os seus operacionais em 192 ocasiões para repor a ordem pública. A PSP destacou 712 elementos e a GNR 3425 efectivos.

O DN pediu esclarecimentos à PSP e ao Gabinete Coordenador de Segurança, sem sucesso.

por VALENTINA MARCELINO in DN

Manifestantes anti-globalização mais violentos ainda não chegaram a Portugal

Encerramento do COP

A PSP está a preparar-se para a Cimeira da NATO, entre 18 e 21 de Novembro, em Lisboa. O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna diz agora que os manifestantes anti-NATO ainda não chegaram a Portugal. Duas das viaturas blindadas que foram compradas para a PSP deverão chegar esta semana e as restantes três até 15 de Dezembro.


fonte RTP

Black Blocks. Polícias portuguesas em alerta geral, just in case...

Não há certezas sobre nada. Se há violência ou se os protestos são pacíficos


Os manifestantes raramente circulam com a cara descoberta. Vestem-se habitualmente de negro

A plataforma Not to War - No to NATO apoia a manifestação da Plataforma portuguesa Anti-guerra - anti-Nato (PAGAN), marcada para as 15 horas de sábado - dia 20 de Novembro - na Praça do Marquês de Pombal em Lisboa. Esta é a única informação confirmada sobre protestos que envolvem a cimeira da NATO. Como os Black Blocks não são um movimento, mas antes uma estratégia, a questão é saber se há manifestantes dispostos a avançarem para esse tipo de comportamento. Ou se os elementos considerados perigosos virão para Lisboa.

A PAGAN convocou para a semana toda, a partir da segunda-feira, dia 15, uma série de eventos que passam por conferências, leituras e workshops na Escola Secundária de Camões, em Lisboa. O ponto alto é o encontro e manifestação no Marquês com a presença de activistas e políticos ingleses, franceses, espanhóis, alemães e portugueses, entre os quais o antigo deputado e dirigente anti-fascista, Mário Tomé. Todavia, a PAGAN esclarece que "não está envolvida em preparativos de acções violentas" e acrescenta que já transmitiu as suas intenções "às autoridades policiais, com as quais realizou uma reunião formal no passado dia 27 de Outubro".

Uma posição que não parece merecer o consenso dos militantes anarquistas, uma vez que muitos estão dispostos a usar a violência. Entre as muitas mensagens que circulam na Net, há quem faça ameaças como "quem morar por aqueles lados (Parque das Nações) deixe o carro bem longe". Ou quem garanta que já há manifestações violentas convocadas para o dia 19 através de redes sociais como o Facebook.

Certezas não há, como confirma o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, que garantiu ao i que "tudo vai depender da informação entre as diversas polícias europeias". No entanto, acrescentou o responsável, o perigo pode mesmo vir do país vizinho, onde terão sido detectados campos de treino paramilitar destinados a movimentos anarquistas. Relativamente a ameaças islâmicas, José Manuel Anes referiu que apesar da aparente calma no nosso país, o perigo é, mais uma vez, a possibilidade da vinda para Portugal de algum comando radical. E, nesse caso, alguns elementos islâmicos poderiam ver-se obrigados a colaborar com elementos de fora. Uma incógnita.

Novos especialistas A PSP multiplica-se em iniciativas que possam obviar os receios de um fim-de-semana violento em Lisboa. Hoje mesmo, 60 elementos do Corpo de Intervenção terminam o Curso de Ordem Pública, o que para a corporação é mais "uma importante fase da preparação para a Cimeira da NATO". Também hoje, a PSP promove um exercício com cenários hipotéticos para aferir a coordenação entre forças de segurança, forças armadas e serviços de protecção e socorro.

Alguns elementos das forças de segurança não estão descansados. Desde logo o local da Cimeira - Parque das Nações -, ideal para semear o pânico, uma vez que a maior parte dos edifícios estão revestidos a vidro. Ou, pior ainda, pelo menos no que diz respeito à intervenção policial, no centro de Lisboa. As ruas estreitas e a facilidade do "hit and run" (atirar e fugir).

por Augusto Freitas de Sousa , Publicado em 09 de Novembro de 2010 in "i"

Operação policial milionária no clássico de domingo

A operação policial montada em redor do clássico de domingo entre F. C. Porto e Benfica, que mobilizou cerca de 600 agentes dentro e fora do Estádio do Dragão, custou largos milhares de euros ao erário público.

A aparatosa operação policial, montada em redor do encontro F. C. Porto-Benfica, custou ao erário público mais uns bons milhares de euros, já que foram mobilizados cerca de 600 agentes, sem contar com os elementos da GNR presentes no trajecto do autocarro da equipa de Lisboa ao Porto.

Contactado, pelo JN, o Ministério da Administração Interna (MAI), este não especificou a verba que foi gasta com tantos agentes e meios. Recorde-se que esta mobilização geral foi precedida de várias reuniões, em que foi feita a avaliação da situação e se decidiu o número de efectivos a envolver na missão.

Os quatro grupos do Corpo de Intervenção ultrapassaram a centena, a que se somaram os "spoters" (agentes que acompanham as claques e que as conhecem bem...), os elementos "à paisana" que se misturaram com a multidão (um deles detectou o adepto, depois detido, que lançou o objecto que estilhaçou um dos vidros do autocarro benfiquista) e todos aqueles que integraram a operação de controlo das claques dos lisboetas, numa operação que, inclusivamente, envolveu um helicóptero requisitado à Protecção Civil. Além desta "máquina" policial, o F. C. Porto, como clube organizador, requisitou cerca de uma centena de polícias para auxiliarem na vigilância das entradas e saídas do jogo.

Estes agentes, que, normalmente, estão de folga, receberam cerca de 18 euros por quatro horas de serviço. Como curiosidade, refira-se que, se o seu trabalho fosse solicitado por uma empresa, receberiam mais dez euros, uma desigualdade já denunciada pelo Sindicato de Polícia. Assim, os portistas terão gasto, grosso modo, uma quantia que rondou os dois mil euros, excluído o serviço dos stewards presentes no estádio.

fonte DN

Encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública

Foram necessários três meses para formar estes 60 novos elementos do Curso de Ordem Pública (COP) sendo, a partir de agora, especialistas no domínio da Manutenção e Reposição da Ordem Pública, destacando também a sua habilitação em Técnicas de Intervenção Policial, Armamento e Equipamento de Ordem Pública e Técnicas de Defesa Pessoal.

Conclui-se assim mais uma fase importante da preparação da PSP para a Cimeira da NATO. Ficam preenchidas as vagas existentes na Unidade Especial de Polícia (UEP) para o Corpo de Intervenção, que contou com a frequência de 80 formandos dos mais de 490 candidatos de todo o País. Esta formação integra já as recentes evoluções doutrinárias e tácticas que estão estabelecidas neste âmbito, presentes os futuros eventos onde a PSP estará envolvida em razão da sua competência.

A PSP convida todos os Órgãos de Comunicação Social para no dia 09 de Novembro de 2010, pelas 11H00, na Quinta das Águas Livres – Belas, assistirem à cerimónia de encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública.

A cerimónia será presidida pelo Secretário de Estado-Adjunto e da Administração Interna e contará com a presença do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna e Director Nacional da PSP, bem como outras entidades civis e militares.

 
fonte PSP

Operação de combate à droga no Bairro do Aleixo - JN

Operação de combate à droga no Bairro do Aleixo - JN

PSP impõe "tolerância zero" a desordeiros no clássico


O subintendente Henriques Fernandes, da PSP/Porto, assegurou esta sexta-feira que o jogo de futebol de "elevado risco" entre FC Porto e Benfica, domingo, no Dragão, irá ter "tolerância zero" para eventuais desordeiros.
(...)

Secretas temem motins em Lisboa


Esperadas manifestações violentas na Cimeira da NATO. SIS foi alertado para a chegada de milhares de manifestantes, entre eles os Black Block, facção mais radical e violenta dos movimentos anti-NATO.

Os serviços de informação secretos dos vários países da União Europeia, militares e civis, estão a seguir todos os passos dos mais de 600 grupos anarquistas e anticapitalistas, grande parte deles com capacidade, treino e organização militar, que se devem concentrar em Lisboa nos próximos dias 19 e 20, durante a Cimeira da NATO. Para a ‘Secreta’ portuguesa, o SIS, a principal preocupação chama-se Black Block.

Trata-se da facção mais violenta entre os anarquistas – elementos dos diferentes grupos que se juntam, vestidos de preto, com os rostos cobertos, em várias acções de confronto com as polícias e na destruição, por vandalismo, de símbolos do capitalismo e poder político. Tentam destruir, apedrejando ou incendiando, ministérios, bancos e grandes empresas internacionais, e ao mesmo tempo impedir o normal funcionamento dos trabalhos na Cimeira.

A reacção ficará a cargo da PSP – cujos blindados encomendados não chegarão a tempo, sendo utilizados os da GNR –, mas o trabalho de recolha de informação há muito que está a ser feito. A reunião dos grupos anti-NATO ocorrerá em Bruxelas, dia 15, com os milhares de manifestantes a seguirem para Lisboa nos dias seguintes. Só em Toronto, no Canadá, a propósito da Cimeira do G20, em Junho, juntaram-se vinte mil elementos.

Os elementos mais radicais destes grupos estão referenciados pelos serviços secretos de cada país, informações que estão a ser partilhadas com o SIS. Vão ser alvo de apertada vigilância, entre Bruxelas e Lisboa, para a qual vai contribuir a reposição das fronteiras terrestres no nosso País entre os dias 16 e 20, segundo despacho do ministro da Administração Interna.

Os grupos estão a apelar à desobediência civil, um direito garantido pela Constituição portuguesa, mas que normalmente descamba em violência quando, por exemplo, impedem a circulação do trânsito nos acessos ao local da Cimeira.

NOVE FRONTEIRAS CONTROLADAS PELAS POLÍCIAS

Valença, Chaves, Quintanilha, Vilar Formoso, Terras de Monfortinho, Marvão, Elvas, Serpa e Vila Real de Santo António – serão estes os únicos pontos de entrada permitidos em Portugal, por via terrestre, entre os próximos dias 16 e 20. A reposição de fronteiras tem carácter excepcional e foi aprovada pelo ministro Rui Pereira num despacho de 28 de Outubro, de forma a permitir às polícias um maior controlo da chegada dos grupos anarquistas. Segundo José Manuel Anes, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade e Terrorismo, alguns dos elementos ligados ao Black Block já estão em Portugal, sob vigilância policial, mas os mais violentos só chegarão depois do dia 15, altura em que se reúnem em Bruxelas, rumo a Lisboa. São esperados milhares de manifestantes.

PSP ESPERA CARROS, COLETES E ESCUDOS

Os seis veículos blindados que a PSP comprou a uma empresa norte-americana, no valor de um milhão de euros, não deverão chegar a tempo da Cimeira da NATO, conforme o CM já avançou. Para fazer face à situação, a PSP vai ter de recorrer aos 14 blindados da GNR, que os militares usaram durante a guerra no Iraque e que estão agora parados nas oficinas da GNR. A par dos blindados, há um atraso na chegada de coletes à prova de bala, escudos de protecção e viaturas para agentes das Equipas de Intervenção Rápida, que estão a ter formação de manutenção de ordem pública na Unidade Especial de Polícia.

Por:Eduardo Dâmaso/ Henrique Machado/M.P.  CM

Mais de cem polícias no combate ao tráfico no Aleixo

Porto
 A PSP desencadeou ontem uma operação de combate ao tráfico de droga no bairro do Aleixo, no Porto, que culminou com seis detidos e a apreensão de uma grande quantidade de estupefacientes.

Na operação, realizada pela Divisão de Investigação Criminal, estiveram mobilizados mais de cem polícias, contando com o apoio do Corpo de Intervenção. Cerca das 12.00 todos os acessos àquele bairro problemático da cidade ficaram condicionados.

Nas 15 buscas domiciliárias, a polícia encontrou 2400 doses individuais de heroína, 1800 doses de cocaína, 280 de haxixe e apre- endeu 20 mil euros em dinheiro, cuja origem suspeita-se ser do tráfico. Nas habitações dos alegados traficantes foi ainda detectado material utilizado no manuseamento de produtos estupefacientes.

A PSP fez ainda seis detidos, quatro mulheres e dois homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 50 anos.

fonte DN

Equipamento para cimeira já começou a ser entregue à PSP


O equipamento comprado para a PSP por causa da cimeira da NATO, no valor de cinco milhões de euros, já começou a ser entregue. Ainda assim, não há garantias de que as viaturas blindadas vão chegar a tempo de poderem ser utilizadas na cimeira, que decorrerá de 19 a 20 deste mês.

A garantia foi dada esta quinta-feira pelo secretário de Estado adjunto e da Administração Interna. "As condições que estão a ser preparadas permitirão garantir a segurança da cimeira, sendo uma responsabilidade grande para Portugal, mas também um evento que dignifica o país", disse Conde Rodrigues à agência Lusa. "Nada será posto em causa", assegura o governante.

Sobre o investimento de cinco milhões de euros em equipamentos para a PSP, Conde Rodrigues explicou que o Governo procurou responder "à responsabilidade internacional de organizar uma cimeira", lembrando que as verbas só foram libertadas em Setembro.

"Estamos a adquirir vários equipamentos para PSP de protecção (botas e coletes), para a área de comunicações e instrumentos, para a manutenção da ordem pública, entre os quais 45 viaturas de transporte das Equipas de Intervenção Rápida e carros blindados", disse.

Os cinco blindados, "representam uma pequena parte dos cinco milhões de euros do investimento total", afirmou, garantindo que "não há desperdício nem investimento exagerado".

O secretário de Estado Conde Rodrigues apelou ainda ao "bom senso, espírito de missão e sentido de responsabilidade e segurança" relativamente à possibilidade de haver uma greve de polícias nessa altura.

fonte CM 04Nov

Já estão em Portugal grupos violentos, alerta Observatório da Segurança

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15 dias da Cimeira da Nato, o OSCOT diz que já estão em Portugal elementos de grupos internacionais que actuam de forma violenta. Mas, a PSP garante ter condições para garantir a ordem.

O intendente Magina da Silva, da unidade especial de polícia, assegurou que a PSP tem todas as condições para garantir a ordem pública.

O intendente Magina Silva admite tratar-se de um evento complexo e que vai exigir um grande dispositivo de segurança.

A repórter Joana de Sousa Dias assistiu a um treino dos agentes das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP.

O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, José Manuel Anes, explica as ameaças a que o país vai estar sujeito durante a Cimeira da Nato.

José Manuel Anes alerta para a capacidade militar e operacional do Black Block, sublinhando que a polícia e os serviços de informação já estão atentos.

O jornalista Ricardo Oliveira Duarte explica como actuam os simpatizantes do Black Block.

O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, acredita que, a 15 dias da Cimeira da Nato, já estão em Portugal elementos de vários grupos internacionais que actuam de forma violenta.

Contudo, à TSF, o intendente Magina da Silva, da unidade especial de polícia, assegurou que a PSP tem todas as condições para garantir a ordem pública.

«A PSP tem cerca de 22 mil elementos e, obviamente, que temos todo o que é preciso para responder aos grandes desafios que se avizinham. Estamos preparados e estamos a fazer por estarmos preparados», frisou.

Cerca de 1200 elementos das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP já começaram a receber acções de treino e formação.

Ainda assim, o intendente Magina Silva admitiu tratar-se de um desafio complexo e que envolve muito meios.

«Será talvez o evento em que há uma concentração maior de chefes de Estado de diversos países e há, efectivamente, um potencial elevado para alteração grave da ordem pública. É, efectivamente, o desafio mais complexo e que vai envolver um grande dispositivo», admitiu o intendente Magina Silva.

Também em declarações à TSF, o presidente do OSCOT disse não ter dúvidas de que estarão a ser preparadas várias manifestações de protesto e mesmo acções violentas de vários grupos internacionais.

José Manuel Anes alertou para a presença em Portugal de grupos anarquistas, que tradicionalmente aparecem em Cimeiras da Nato e do G8 e G20 provocando situações de violência.

«As ameaças são diversas. Temos por um lado os grupos anarquistas que vêm, sobretudo, do exterior com grande capacidade militar e prontos a causar agitação e mesmo alguma destruição, mas essa é uma ameaça inevitável, creio que alguns já estão mesmo cá [em Portugal], com os Black Block. Depois temos as outras [ameaças] do islamismo radical que não são ameaças iminentes, mas emanentes», explicou.

Por isso, revelou o presidente do Observatório de Segurança, a polícia e os serviços de informações já estão atentos a manifestantes, como os do Black Block.

«Parece que uma guarda avançada já terá chegado cá e creio que, segundo informações que tive, já está referenciada pelas polícias e serviços de informações. Eles tem sempre apoio dos elementos locais, mas eles são muitissimos mais perigosos que os elementos locais, esse Black Block internacional tem treino militar e grande capacidade opreacional para lançar o caos e a destruição nas ruas», alertou o José Manuel Anes.

Quem participa num Black Block faz parte de diversas organizações que partilham os ideais anarquistas e contra o capitalismo. Vestem-se de preto, a cara é tapada com máscaras ou lenços e estão sempre prontos para qualquer confronto .

A táctica de protesto dos Black Block nasceu no final dos anos 70 e teve um primeiro momento de grande exposição mediática em 1999, nos EUA, durante os protestos contra a Cimeira da Organização Mundial do Comércio (OMC).

In TSF
foto google

Observatório alerta para chegada de elementos violentos a Portugal


O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, José Manuel Anes, acredita que estão em Portugal elementos de grupos internacionais que actuam de forma violenta, para a cimeira da NATO, ainda a duas semanas de distância.

A intendente Magina da Silva assegura, por outro lado, que a PSP tem todas as condições para garantir a ordem pública. Em declarações à TSF, este elemento da unidade especial de polícia aponta, ainda assim, para um desafio complexo que envolve muito meios.

As polícias e os serviços de informações estão a controlar a presença desses elementos violentos no país. Há cerca de 1.200 elementos das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP que estão em acções de treino e formação.
 
 04-11-2010 in "A Bola

Portugal fecha fronteiras na altura da cimeira da NATO para evitar a entrada de “extremistas”


SEF volta a ocupar fronteiras terrestres e reforça controlo nas aéreas entre 17 e 19 de Novembro. Reforço envolve todas as forças policiais

Portugal vai encerrar as fronteiras aéreas e terrestres entre os dias 17 e 19 de Novembro, coincidindo o último dia de restrições com o início da cimeira da NATO em Lisboa que se prolonga pelo dia seguinte. A 20 de Novembro realiza-se também em Lisboa a cimeira UE-EUA. A presença dos mais importantes presidentes mundiais, entre os quais Barack Obama, e a ameaça de manifestações e outras acções de protesto por parte de “grupos extremistas” está na origem desta decisão.

As direcções regionais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) já foram informadas da necessidade de encerrar o espaço Schengen durante a realização da cimeira. Os inspectores vão para postos terrestres e reforçam igualmente a sua presença nas fronteiras aéreas, podendo, em caso de necessidade, ser reforçados com pessoal de outras forças policiais.

Nos postos fronteiriços não existirão listagens especiais extraordinárias de indivíduos referenciados como potenciais agitadores em acontecimentos do género, sendo certo, no entanto, que essa mesma informação já chegou a Portugal, aos Serviços de Informações e Segurança (SIS), remetida por congéneres de todo o mundo. Os inspectores do SEF terão apenas à sua disposição as listas que incluem os dados das pessoas que são procuradas pela prática de crimes diversos. No caso de virem a ser identificadas pessoas nessas circunstâncias, proceder-se-á à respectiva detenção.

Os pormenores relativos à segurança da cimeira estão, de resto, a ser analisados desde o momento em que Lisboa foi escolhida para receber o evento.

Segundo fontes conhecedoras do processo, a troca de informações policiais – onde constam, sobretudo, as movimentações dos grupos contestatários – já dura há vários meses, sendo um dado adquirido que chegarão a Portugal diversos estrangeiros, sobretudo provenientes da Europa, apontados como potenciais agitadores.

Esta será a segunda vez que, por motivos de segurança, se procede ao reforço da fiscalização fronteiriça. A primeira ocorreu em 2004, quando da realização do Campeonato da Europa de Futebol.

PSP sem direito a férias

Tal como aconteceu nessa altura, também desta feita existirão em permanência juízes prontos a decretar de imediato as penas tidas como adequadas, nomeadamente detenções e ordens de expulsão.

O policiamento nas ruas será assegurado pelo efectivo das esquadras da PSP – estão proibidas as férias para todo o efectivo durante o período em que dura a cimeira -, o qual será ainda reforçado por pessoal do Corpo de Intervenção. A realização de manifestações não autorizadas deverá ser proibida, assim como serão dissuadidos os ajuntamentos de pessoas que a polícia possa vir a considerar suspeitas.

Existe depois um aspecto da segurança praticamente invisível. Equipas especializadas em minas e armadilhas terão a responsabilidade de isolar todos os espaços por onde vão circular as diversas comitivas internacionais, desde arruamentos a hotéis e, eventualmente, restaurantes.

No subsolo vão intervir equipas da PSP e da GNR especializadas na detecção e inactivação de explosivos. Estes grupos possuem material capaz de percorrer grandes distâncias e de transmitir informação vídeo através de condutas estreitas.

O esquema montado será coordenado pelo Gabinete Coordenador de Segurança, órgão que inclui pessoal da PSP, GNR, SEF, SIS e PJ. Forças policiais estrangeiras que acompanham as respectivas comitivas estarão em contacto permanente com os responsáveis portugueses.

PUBLICO

PSP prepara-se para grupos violentos em Portugal

A PSP afirma estar preparada para garantir a ordem durante a realização da Cimeira da NATO, em Lisboa, apesar de o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo ter detectado a presença de elementos de grupos internacionais que actuam com violência, em Portugal, refere a TSF.

Cerca de 1200 elementos das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP estão, neste momento, a receber acções de treino e formação para intervir em caso de ameaça.

As autoridades acreditam que estejam a ser preparadas várias manifestações de protesto e acções violentas por parte destes grupos.

sapo.pt



Blindados para cimeira da NATO passam a carros com protecção balística

Carros para a cimeira custam 1,2 milhões e transportam oito agentes

A PSP anunciou ontem que as viaturas aguardadas para as operações de manutenção de ordem pública que se previa pudessem chegar a tempo de serem utilizadas durante a cimeira da NATO, que decorre nos dias 19 e 20 deste mês, em Lisboa, não são blindadas, mas antes carros com protecção balística que transportam um mínimo de oito pessoas. O custo destas viaturas, ao contrário do que foi dito há mais de um mês pelo Ministério da Administração Interna (MAI), também não é de cinco milhões de euros, mas sim de 1,2 milhões.

A diferença entre os cinco milhões inicialmente anunciados e os 1,2 milhões que a PSP diz agora custarem os carros (não foi anunciado quantos são, mas apenas que são veículos com protecção balística, outros de reboque e remoção de objectos na via pública, um camião de água e alguns veículos para equipas de intervenção rápida) será gasta em equipamento electrónico (que a PSP diz, na sua página do Facebook, que se destina a impedir escutas telefónicas e não a fazê-las) e noutro equipamento de manutenção de ordem pública não especificado.

Segundo disse ao PÚBLICO o comissário Paulo Flor, porta-voz da direcção nacional da PSP, é errada a designação "blindados" aplicada aos carros que serão pagos com verbas do Governo Civil de Lisboa, sendo "protecção balística" a expressão mais adequada aos veículos, que, contudo, continuam sem data anunciada para chegar a Lisboa. Ontem, ainda não havia qualquer resposta do MAI relativamente às questões colocadas e que se reportavam à data de chegada dos veículos e qual o país de origem.

O processo de aquisição deste equipamento para a PSP, conforme refere a própria direcção nacional, previa de início um gasto de 20 milhões de euros. Esse montante foi reduzido para um quarto em consequência das dificuldades económicas do país, conforme consta numa inscrição de 7 de Outubro na página do Facebook da polícia. Já nessa ocasião, em alguns dos 10 pontos publicados, a PSP se refere aos carros como "blindados" e também nessa ocasião é dito que as viaturas devem vir a ser utilizadas em acções policiais nos mais de 300 bairros problemáticos identificados em todo o país, situação que, de resto, até foi salientada recentemente pelo comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), intendente Magina da Silva.

Na UEP continuam, de resto, os exercícios onde intervêm elementos de quase todas as cinco subunidades que estarão encarregues das operações de segurança da cimeira.

Afinal, como é o carro?
Nem a PSP, que vai utilizar as viaturas, nem o MAI, que as irá comprar, anunciaram ainda quando é que as mesmas chegam ou, por exemplo, qual é o fabricante. A polícia disse ontem, no entanto, que os veículos do negócio feito por ajuste directo, não são blindados, mas antes carros com protecção balística (resistentes a uma vasta gama de projécteis disparados por armas de fogo). No mínimo, terão de ter capacidade para transportar oito pessoas, possuir redes de protecção, estar equipados com pneus runflat (graças a um revestimento especial no interior, permitem a marcha do veículo em qualquer circunstância, mesmo depois de esvaziados), quatro portas laterais e uma porta traseira e possuir motor a diesel. Estas viaturas, que a PSP afirma existirem em todas as forças policiais urbanas europeias, divergem, dizem os especialistas, de outras que a GNR utilizou em missões no Iraque e assim, ao contrário do que já foi anunciado por pessoal da PSP, deverão ter um prazo de adaptação à condução e ao restante equipamento.
04.11.2010 -  Por José Bento Amaro "PÚBLICO"