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Guestbook LIVRO DE VISITAS

Artigo de opinião

Contraproducente
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É sabido que, aqueles que falam mais alto, ameaçam ou anunciam medidas radicais, numa sociedade como a portuguesa, são os reconhecidamente enaltecidos. E porquê?
Porque a guerra, a violência, o barulho, e o sangue, vende...principalmente nas sociedades latinas. Mas eu discordo. Desde logo, porque normalmente quem usa este tipo de postura, tem ausência da ... Razão.
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Um dos Sindicatos da PSP anunciou a marcação de uma pré-greve, para três dias do mês de Novembro, dias esses coincidentes com a realização de uma Cimeira. Neste sentido, criou um rol de comentários do foro jurídico, social e até desprovido de qualquer tecnicismo, os quais passaram na comunicação social e no meio policial.
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Desses comentários, o que me apraz dizer? Antes de tudo, sou a favor do direito à greve na PSP, no entanto, a leitura que faço do ponto de vista jurídico, não sendo especialista na matéria, é que a Lei não o permite.
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Primeiro que, a medida anunciada foi uma reacção, a indícios de que outros iriam nessa data, fazer algo.
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Segundo que, foi uma medida anunciada, sem ter o devido estudo, acompanhamento e fundamento jurídico, sindical.
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Terceiro que, sendo o SINAPOL pertencente à recente FENPOL (SUP, SINAPOL e ASOP), não se compreende o silêncio e diferença de opinião dos parceiros desta recente Federação.
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Quarto que, admite-se como adquirido o mal-estar na PSP, devido às promessas não cumpridas, à dualidade de critérios, aos ataques a uma condição policial e um Estatuto Profissional que não resolve os problemas da Instituição e dos seus profissionais.
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Quinto que, este tipo de anúncios, é de alguma forma bem visto, por parte de alguns elementos policiais e se me permitem, por aqueles que andam menos atentos, têm menos astúcia e que, por incrível que pareça, são aqueles que, quando necessário não comparecem, ou não aderem.
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Sexto que, receio que este passo, coloque em causa, muitas das matérias que se encontram para ser resolvidas, desde logo, porque qualquer administração ou Governo, não pretende demonstrar ser refém de um sindicato ou não pretende que a opinião pública fique com a ideia de que, os gestores da PSP ou o governo cederam à ameaça de greve.
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Sétimo que, duvido da adesão à greve, desde logo, porque conheço o meio policial e sei qual a postura dos elementos quando se aproxima a ocasião e surgem as inércias e ameaças. Relembro terem sido marcadas acções anteriores (legais) e a adesão não coincidiu com as promessas dos "revoltados".
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Convinha ainda que, os profissionais da PSP, conhecessem a história da Instituição para a qual trabalham, assim como, era importante saberem como foram criados os Sindicatos, a história político-jurídico-sindical, no contexto da altura e as normas jurídicas que norteiam a sua actividade.
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É evidente, a necessidade de fazer algo, dado que, a Instituição PSP e os sucessivos governos, não têm respeitado os seus profissionais, no entanto, a concertação, a inteligência, a legalidade são pressupostos importantes.
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Os profissionais da PSP têm de se lembrar e/ou saber, das vitórias dos últimos trinta anos, onde se conseguiram alterações profundas, fruto do trabalho desenvolvido com astúcia, inteligência, dedicação, adesão e combatividade.
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Os actuais intervenientes, especificamente os profissionais da PSP, terão de reflectir, se hoje, serão eles também combativos, astutos, dedicados à causa socioprofissional...
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Paulo Santos
Artigo de opinião pessoal

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