Este, é um espaço não oficial.


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Bem vindo. Serve este espaço para divulgar acções, noticias ou acontecimentos relacionados com o CI em particular e com a PSP em geral, e ainda, assuntos que de alguma forma, para nós, tenham alguma importância a nível profissional, social e/ou cultural...

Todos poderão participar, mandem artigos para serem publicados na página principal para a.fortiori.ci@gmail.com

Guestbook LIVRO DE VISITAS

Black Blocks. Polícias portuguesas em alerta geral, just in case...

Não há certezas sobre nada. Se há violência ou se os protestos são pacíficos


Os manifestantes raramente circulam com a cara descoberta. Vestem-se habitualmente de negro

A plataforma Not to War - No to NATO apoia a manifestação da Plataforma portuguesa Anti-guerra - anti-Nato (PAGAN), marcada para as 15 horas de sábado - dia 20 de Novembro - na Praça do Marquês de Pombal em Lisboa. Esta é a única informação confirmada sobre protestos que envolvem a cimeira da NATO. Como os Black Blocks não são um movimento, mas antes uma estratégia, a questão é saber se há manifestantes dispostos a avançarem para esse tipo de comportamento. Ou se os elementos considerados perigosos virão para Lisboa.

A PAGAN convocou para a semana toda, a partir da segunda-feira, dia 15, uma série de eventos que passam por conferências, leituras e workshops na Escola Secundária de Camões, em Lisboa. O ponto alto é o encontro e manifestação no Marquês com a presença de activistas e políticos ingleses, franceses, espanhóis, alemães e portugueses, entre os quais o antigo deputado e dirigente anti-fascista, Mário Tomé. Todavia, a PAGAN esclarece que "não está envolvida em preparativos de acções violentas" e acrescenta que já transmitiu as suas intenções "às autoridades policiais, com as quais realizou uma reunião formal no passado dia 27 de Outubro".

Uma posição que não parece merecer o consenso dos militantes anarquistas, uma vez que muitos estão dispostos a usar a violência. Entre as muitas mensagens que circulam na Net, há quem faça ameaças como "quem morar por aqueles lados (Parque das Nações) deixe o carro bem longe". Ou quem garanta que já há manifestações violentas convocadas para o dia 19 através de redes sociais como o Facebook.

Certezas não há, como confirma o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, que garantiu ao i que "tudo vai depender da informação entre as diversas polícias europeias". No entanto, acrescentou o responsável, o perigo pode mesmo vir do país vizinho, onde terão sido detectados campos de treino paramilitar destinados a movimentos anarquistas. Relativamente a ameaças islâmicas, José Manuel Anes referiu que apesar da aparente calma no nosso país, o perigo é, mais uma vez, a possibilidade da vinda para Portugal de algum comando radical. E, nesse caso, alguns elementos islâmicos poderiam ver-se obrigados a colaborar com elementos de fora. Uma incógnita.

Novos especialistas A PSP multiplica-se em iniciativas que possam obviar os receios de um fim-de-semana violento em Lisboa. Hoje mesmo, 60 elementos do Corpo de Intervenção terminam o Curso de Ordem Pública, o que para a corporação é mais "uma importante fase da preparação para a Cimeira da NATO". Também hoje, a PSP promove um exercício com cenários hipotéticos para aferir a coordenação entre forças de segurança, forças armadas e serviços de protecção e socorro.

Alguns elementos das forças de segurança não estão descansados. Desde logo o local da Cimeira - Parque das Nações -, ideal para semear o pânico, uma vez que a maior parte dos edifícios estão revestidos a vidro. Ou, pior ainda, pelo menos no que diz respeito à intervenção policial, no centro de Lisboa. As ruas estreitas e a facilidade do "hit and run" (atirar e fugir).

por Augusto Freitas de Sousa , Publicado em 09 de Novembro de 2010 in "i"

Operação policial milionária no clássico de domingo

A operação policial montada em redor do clássico de domingo entre F. C. Porto e Benfica, que mobilizou cerca de 600 agentes dentro e fora do Estádio do Dragão, custou largos milhares de euros ao erário público.

A aparatosa operação policial, montada em redor do encontro F. C. Porto-Benfica, custou ao erário público mais uns bons milhares de euros, já que foram mobilizados cerca de 600 agentes, sem contar com os elementos da GNR presentes no trajecto do autocarro da equipa de Lisboa ao Porto.

Contactado, pelo JN, o Ministério da Administração Interna (MAI), este não especificou a verba que foi gasta com tantos agentes e meios. Recorde-se que esta mobilização geral foi precedida de várias reuniões, em que foi feita a avaliação da situação e se decidiu o número de efectivos a envolver na missão.

Os quatro grupos do Corpo de Intervenção ultrapassaram a centena, a que se somaram os "spoters" (agentes que acompanham as claques e que as conhecem bem...), os elementos "à paisana" que se misturaram com a multidão (um deles detectou o adepto, depois detido, que lançou o objecto que estilhaçou um dos vidros do autocarro benfiquista) e todos aqueles que integraram a operação de controlo das claques dos lisboetas, numa operação que, inclusivamente, envolveu um helicóptero requisitado à Protecção Civil. Além desta "máquina" policial, o F. C. Porto, como clube organizador, requisitou cerca de uma centena de polícias para auxiliarem na vigilância das entradas e saídas do jogo.

Estes agentes, que, normalmente, estão de folga, receberam cerca de 18 euros por quatro horas de serviço. Como curiosidade, refira-se que, se o seu trabalho fosse solicitado por uma empresa, receberiam mais dez euros, uma desigualdade já denunciada pelo Sindicato de Polícia. Assim, os portistas terão gasto, grosso modo, uma quantia que rondou os dois mil euros, excluído o serviço dos stewards presentes no estádio.

fonte DN

Encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública

Foram necessários três meses para formar estes 60 novos elementos do Curso de Ordem Pública (COP) sendo, a partir de agora, especialistas no domínio da Manutenção e Reposição da Ordem Pública, destacando também a sua habilitação em Técnicas de Intervenção Policial, Armamento e Equipamento de Ordem Pública e Técnicas de Defesa Pessoal.

Conclui-se assim mais uma fase importante da preparação da PSP para a Cimeira da NATO. Ficam preenchidas as vagas existentes na Unidade Especial de Polícia (UEP) para o Corpo de Intervenção, que contou com a frequência de 80 formandos dos mais de 490 candidatos de todo o País. Esta formação integra já as recentes evoluções doutrinárias e tácticas que estão estabelecidas neste âmbito, presentes os futuros eventos onde a PSP estará envolvida em razão da sua competência.

A PSP convida todos os Órgãos de Comunicação Social para no dia 09 de Novembro de 2010, pelas 11H00, na Quinta das Águas Livres – Belas, assistirem à cerimónia de encerramento do 36.º Curso de Ordem Pública.

A cerimónia será presidida pelo Secretário de Estado-Adjunto e da Administração Interna e contará com a presença do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna e Director Nacional da PSP, bem como outras entidades civis e militares.

 
fonte PSP

Operação de combate à droga no Bairro do Aleixo - JN

Operação de combate à droga no Bairro do Aleixo - JN

PSP impõe "tolerância zero" a desordeiros no clássico


O subintendente Henriques Fernandes, da PSP/Porto, assegurou esta sexta-feira que o jogo de futebol de "elevado risco" entre FC Porto e Benfica, domingo, no Dragão, irá ter "tolerância zero" para eventuais desordeiros.
(...)

Secretas temem motins em Lisboa


Esperadas manifestações violentas na Cimeira da NATO. SIS foi alertado para a chegada de milhares de manifestantes, entre eles os Black Block, facção mais radical e violenta dos movimentos anti-NATO.

Os serviços de informação secretos dos vários países da União Europeia, militares e civis, estão a seguir todos os passos dos mais de 600 grupos anarquistas e anticapitalistas, grande parte deles com capacidade, treino e organização militar, que se devem concentrar em Lisboa nos próximos dias 19 e 20, durante a Cimeira da NATO. Para a ‘Secreta’ portuguesa, o SIS, a principal preocupação chama-se Black Block.

Trata-se da facção mais violenta entre os anarquistas – elementos dos diferentes grupos que se juntam, vestidos de preto, com os rostos cobertos, em várias acções de confronto com as polícias e na destruição, por vandalismo, de símbolos do capitalismo e poder político. Tentam destruir, apedrejando ou incendiando, ministérios, bancos e grandes empresas internacionais, e ao mesmo tempo impedir o normal funcionamento dos trabalhos na Cimeira.

A reacção ficará a cargo da PSP – cujos blindados encomendados não chegarão a tempo, sendo utilizados os da GNR –, mas o trabalho de recolha de informação há muito que está a ser feito. A reunião dos grupos anti-NATO ocorrerá em Bruxelas, dia 15, com os milhares de manifestantes a seguirem para Lisboa nos dias seguintes. Só em Toronto, no Canadá, a propósito da Cimeira do G20, em Junho, juntaram-se vinte mil elementos.

Os elementos mais radicais destes grupos estão referenciados pelos serviços secretos de cada país, informações que estão a ser partilhadas com o SIS. Vão ser alvo de apertada vigilância, entre Bruxelas e Lisboa, para a qual vai contribuir a reposição das fronteiras terrestres no nosso País entre os dias 16 e 20, segundo despacho do ministro da Administração Interna.

Os grupos estão a apelar à desobediência civil, um direito garantido pela Constituição portuguesa, mas que normalmente descamba em violência quando, por exemplo, impedem a circulação do trânsito nos acessos ao local da Cimeira.

NOVE FRONTEIRAS CONTROLADAS PELAS POLÍCIAS

Valença, Chaves, Quintanilha, Vilar Formoso, Terras de Monfortinho, Marvão, Elvas, Serpa e Vila Real de Santo António – serão estes os únicos pontos de entrada permitidos em Portugal, por via terrestre, entre os próximos dias 16 e 20. A reposição de fronteiras tem carácter excepcional e foi aprovada pelo ministro Rui Pereira num despacho de 28 de Outubro, de forma a permitir às polícias um maior controlo da chegada dos grupos anarquistas. Segundo José Manuel Anes, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade e Terrorismo, alguns dos elementos ligados ao Black Block já estão em Portugal, sob vigilância policial, mas os mais violentos só chegarão depois do dia 15, altura em que se reúnem em Bruxelas, rumo a Lisboa. São esperados milhares de manifestantes.

PSP ESPERA CARROS, COLETES E ESCUDOS

Os seis veículos blindados que a PSP comprou a uma empresa norte-americana, no valor de um milhão de euros, não deverão chegar a tempo da Cimeira da NATO, conforme o CM já avançou. Para fazer face à situação, a PSP vai ter de recorrer aos 14 blindados da GNR, que os militares usaram durante a guerra no Iraque e que estão agora parados nas oficinas da GNR. A par dos blindados, há um atraso na chegada de coletes à prova de bala, escudos de protecção e viaturas para agentes das Equipas de Intervenção Rápida, que estão a ter formação de manutenção de ordem pública na Unidade Especial de Polícia.

Por:Eduardo Dâmaso/ Henrique Machado/M.P.  CM

Mais de cem polícias no combate ao tráfico no Aleixo

Porto
 A PSP desencadeou ontem uma operação de combate ao tráfico de droga no bairro do Aleixo, no Porto, que culminou com seis detidos e a apreensão de uma grande quantidade de estupefacientes.

Na operação, realizada pela Divisão de Investigação Criminal, estiveram mobilizados mais de cem polícias, contando com o apoio do Corpo de Intervenção. Cerca das 12.00 todos os acessos àquele bairro problemático da cidade ficaram condicionados.

Nas 15 buscas domiciliárias, a polícia encontrou 2400 doses individuais de heroína, 1800 doses de cocaína, 280 de haxixe e apre- endeu 20 mil euros em dinheiro, cuja origem suspeita-se ser do tráfico. Nas habitações dos alegados traficantes foi ainda detectado material utilizado no manuseamento de produtos estupefacientes.

A PSP fez ainda seis detidos, quatro mulheres e dois homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 50 anos.

fonte DN

Equipamento para cimeira já começou a ser entregue à PSP


O equipamento comprado para a PSP por causa da cimeira da NATO, no valor de cinco milhões de euros, já começou a ser entregue. Ainda assim, não há garantias de que as viaturas blindadas vão chegar a tempo de poderem ser utilizadas na cimeira, que decorrerá de 19 a 20 deste mês.

A garantia foi dada esta quinta-feira pelo secretário de Estado adjunto e da Administração Interna. "As condições que estão a ser preparadas permitirão garantir a segurança da cimeira, sendo uma responsabilidade grande para Portugal, mas também um evento que dignifica o país", disse Conde Rodrigues à agência Lusa. "Nada será posto em causa", assegura o governante.

Sobre o investimento de cinco milhões de euros em equipamentos para a PSP, Conde Rodrigues explicou que o Governo procurou responder "à responsabilidade internacional de organizar uma cimeira", lembrando que as verbas só foram libertadas em Setembro.

"Estamos a adquirir vários equipamentos para PSP de protecção (botas e coletes), para a área de comunicações e instrumentos, para a manutenção da ordem pública, entre os quais 45 viaturas de transporte das Equipas de Intervenção Rápida e carros blindados", disse.

Os cinco blindados, "representam uma pequena parte dos cinco milhões de euros do investimento total", afirmou, garantindo que "não há desperdício nem investimento exagerado".

O secretário de Estado Conde Rodrigues apelou ainda ao "bom senso, espírito de missão e sentido de responsabilidade e segurança" relativamente à possibilidade de haver uma greve de polícias nessa altura.

fonte CM 04Nov

Já estão em Portugal grupos violentos, alerta Observatório da Segurança

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15 dias da Cimeira da Nato, o OSCOT diz que já estão em Portugal elementos de grupos internacionais que actuam de forma violenta. Mas, a PSP garante ter condições para garantir a ordem.

O intendente Magina da Silva, da unidade especial de polícia, assegurou que a PSP tem todas as condições para garantir a ordem pública.

O intendente Magina Silva admite tratar-se de um evento complexo e que vai exigir um grande dispositivo de segurança.

A repórter Joana de Sousa Dias assistiu a um treino dos agentes das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP.

O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, José Manuel Anes, explica as ameaças a que o país vai estar sujeito durante a Cimeira da Nato.

José Manuel Anes alerta para a capacidade militar e operacional do Black Block, sublinhando que a polícia e os serviços de informação já estão atentos.

O jornalista Ricardo Oliveira Duarte explica como actuam os simpatizantes do Black Block.

O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, acredita que, a 15 dias da Cimeira da Nato, já estão em Portugal elementos de vários grupos internacionais que actuam de forma violenta.

Contudo, à TSF, o intendente Magina da Silva, da unidade especial de polícia, assegurou que a PSP tem todas as condições para garantir a ordem pública.

«A PSP tem cerca de 22 mil elementos e, obviamente, que temos todo o que é preciso para responder aos grandes desafios que se avizinham. Estamos preparados e estamos a fazer por estarmos preparados», frisou.

Cerca de 1200 elementos das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP já começaram a receber acções de treino e formação.

Ainda assim, o intendente Magina Silva admitiu tratar-se de um desafio complexo e que envolve muito meios.

«Será talvez o evento em que há uma concentração maior de chefes de Estado de diversos países e há, efectivamente, um potencial elevado para alteração grave da ordem pública. É, efectivamente, o desafio mais complexo e que vai envolver um grande dispositivo», admitiu o intendente Magina Silva.

Também em declarações à TSF, o presidente do OSCOT disse não ter dúvidas de que estarão a ser preparadas várias manifestações de protesto e mesmo acções violentas de vários grupos internacionais.

José Manuel Anes alertou para a presença em Portugal de grupos anarquistas, que tradicionalmente aparecem em Cimeiras da Nato e do G8 e G20 provocando situações de violência.

«As ameaças são diversas. Temos por um lado os grupos anarquistas que vêm, sobretudo, do exterior com grande capacidade militar e prontos a causar agitação e mesmo alguma destruição, mas essa é uma ameaça inevitável, creio que alguns já estão mesmo cá [em Portugal], com os Black Block. Depois temos as outras [ameaças] do islamismo radical que não são ameaças iminentes, mas emanentes», explicou.

Por isso, revelou o presidente do Observatório de Segurança, a polícia e os serviços de informações já estão atentos a manifestantes, como os do Black Block.

«Parece que uma guarda avançada já terá chegado cá e creio que, segundo informações que tive, já está referenciada pelas polícias e serviços de informações. Eles tem sempre apoio dos elementos locais, mas eles são muitissimos mais perigosos que os elementos locais, esse Black Block internacional tem treino militar e grande capacidade opreacional para lançar o caos e a destruição nas ruas», alertou o José Manuel Anes.

Quem participa num Black Block faz parte de diversas organizações que partilham os ideais anarquistas e contra o capitalismo. Vestem-se de preto, a cara é tapada com máscaras ou lenços e estão sempre prontos para qualquer confronto .

A táctica de protesto dos Black Block nasceu no final dos anos 70 e teve um primeiro momento de grande exposição mediática em 1999, nos EUA, durante os protestos contra a Cimeira da Organização Mundial do Comércio (OMC).

In TSF
foto google

Observatório alerta para chegada de elementos violentos a Portugal


O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, José Manuel Anes, acredita que estão em Portugal elementos de grupos internacionais que actuam de forma violenta, para a cimeira da NATO, ainda a duas semanas de distância.

A intendente Magina da Silva assegura, por outro lado, que a PSP tem todas as condições para garantir a ordem pública. Em declarações à TSF, este elemento da unidade especial de polícia aponta, ainda assim, para um desafio complexo que envolve muito meios.

As polícias e os serviços de informações estão a controlar a presença desses elementos violentos no país. Há cerca de 1.200 elementos das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP que estão em acções de treino e formação.
 
 04-11-2010 in "A Bola

Portugal fecha fronteiras na altura da cimeira da NATO para evitar a entrada de “extremistas”


SEF volta a ocupar fronteiras terrestres e reforça controlo nas aéreas entre 17 e 19 de Novembro. Reforço envolve todas as forças policiais

Portugal vai encerrar as fronteiras aéreas e terrestres entre os dias 17 e 19 de Novembro, coincidindo o último dia de restrições com o início da cimeira da NATO em Lisboa que se prolonga pelo dia seguinte. A 20 de Novembro realiza-se também em Lisboa a cimeira UE-EUA. A presença dos mais importantes presidentes mundiais, entre os quais Barack Obama, e a ameaça de manifestações e outras acções de protesto por parte de “grupos extremistas” está na origem desta decisão.

As direcções regionais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) já foram informadas da necessidade de encerrar o espaço Schengen durante a realização da cimeira. Os inspectores vão para postos terrestres e reforçam igualmente a sua presença nas fronteiras aéreas, podendo, em caso de necessidade, ser reforçados com pessoal de outras forças policiais.

Nos postos fronteiriços não existirão listagens especiais extraordinárias de indivíduos referenciados como potenciais agitadores em acontecimentos do género, sendo certo, no entanto, que essa mesma informação já chegou a Portugal, aos Serviços de Informações e Segurança (SIS), remetida por congéneres de todo o mundo. Os inspectores do SEF terão apenas à sua disposição as listas que incluem os dados das pessoas que são procuradas pela prática de crimes diversos. No caso de virem a ser identificadas pessoas nessas circunstâncias, proceder-se-á à respectiva detenção.

Os pormenores relativos à segurança da cimeira estão, de resto, a ser analisados desde o momento em que Lisboa foi escolhida para receber o evento.

Segundo fontes conhecedoras do processo, a troca de informações policiais – onde constam, sobretudo, as movimentações dos grupos contestatários – já dura há vários meses, sendo um dado adquirido que chegarão a Portugal diversos estrangeiros, sobretudo provenientes da Europa, apontados como potenciais agitadores.

Esta será a segunda vez que, por motivos de segurança, se procede ao reforço da fiscalização fronteiriça. A primeira ocorreu em 2004, quando da realização do Campeonato da Europa de Futebol.

PSP sem direito a férias

Tal como aconteceu nessa altura, também desta feita existirão em permanência juízes prontos a decretar de imediato as penas tidas como adequadas, nomeadamente detenções e ordens de expulsão.

O policiamento nas ruas será assegurado pelo efectivo das esquadras da PSP – estão proibidas as férias para todo o efectivo durante o período em que dura a cimeira -, o qual será ainda reforçado por pessoal do Corpo de Intervenção. A realização de manifestações não autorizadas deverá ser proibida, assim como serão dissuadidos os ajuntamentos de pessoas que a polícia possa vir a considerar suspeitas.

Existe depois um aspecto da segurança praticamente invisível. Equipas especializadas em minas e armadilhas terão a responsabilidade de isolar todos os espaços por onde vão circular as diversas comitivas internacionais, desde arruamentos a hotéis e, eventualmente, restaurantes.

No subsolo vão intervir equipas da PSP e da GNR especializadas na detecção e inactivação de explosivos. Estes grupos possuem material capaz de percorrer grandes distâncias e de transmitir informação vídeo através de condutas estreitas.

O esquema montado será coordenado pelo Gabinete Coordenador de Segurança, órgão que inclui pessoal da PSP, GNR, SEF, SIS e PJ. Forças policiais estrangeiras que acompanham as respectivas comitivas estarão em contacto permanente com os responsáveis portugueses.

PUBLICO

PSP prepara-se para grupos violentos em Portugal

A PSP afirma estar preparada para garantir a ordem durante a realização da Cimeira da NATO, em Lisboa, apesar de o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo ter detectado a presença de elementos de grupos internacionais que actuam com violência, em Portugal, refere a TSF.

Cerca de 1200 elementos das equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP estão, neste momento, a receber acções de treino e formação para intervir em caso de ameaça.

As autoridades acreditam que estejam a ser preparadas várias manifestações de protesto e acções violentas por parte destes grupos.

sapo.pt



Blindados para cimeira da NATO passam a carros com protecção balística

Carros para a cimeira custam 1,2 milhões e transportam oito agentes

A PSP anunciou ontem que as viaturas aguardadas para as operações de manutenção de ordem pública que se previa pudessem chegar a tempo de serem utilizadas durante a cimeira da NATO, que decorre nos dias 19 e 20 deste mês, em Lisboa, não são blindadas, mas antes carros com protecção balística que transportam um mínimo de oito pessoas. O custo destas viaturas, ao contrário do que foi dito há mais de um mês pelo Ministério da Administração Interna (MAI), também não é de cinco milhões de euros, mas sim de 1,2 milhões.

A diferença entre os cinco milhões inicialmente anunciados e os 1,2 milhões que a PSP diz agora custarem os carros (não foi anunciado quantos são, mas apenas que são veículos com protecção balística, outros de reboque e remoção de objectos na via pública, um camião de água e alguns veículos para equipas de intervenção rápida) será gasta em equipamento electrónico (que a PSP diz, na sua página do Facebook, que se destina a impedir escutas telefónicas e não a fazê-las) e noutro equipamento de manutenção de ordem pública não especificado.

Segundo disse ao PÚBLICO o comissário Paulo Flor, porta-voz da direcção nacional da PSP, é errada a designação "blindados" aplicada aos carros que serão pagos com verbas do Governo Civil de Lisboa, sendo "protecção balística" a expressão mais adequada aos veículos, que, contudo, continuam sem data anunciada para chegar a Lisboa. Ontem, ainda não havia qualquer resposta do MAI relativamente às questões colocadas e que se reportavam à data de chegada dos veículos e qual o país de origem.

O processo de aquisição deste equipamento para a PSP, conforme refere a própria direcção nacional, previa de início um gasto de 20 milhões de euros. Esse montante foi reduzido para um quarto em consequência das dificuldades económicas do país, conforme consta numa inscrição de 7 de Outubro na página do Facebook da polícia. Já nessa ocasião, em alguns dos 10 pontos publicados, a PSP se refere aos carros como "blindados" e também nessa ocasião é dito que as viaturas devem vir a ser utilizadas em acções policiais nos mais de 300 bairros problemáticos identificados em todo o país, situação que, de resto, até foi salientada recentemente pelo comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), intendente Magina da Silva.

Na UEP continuam, de resto, os exercícios onde intervêm elementos de quase todas as cinco subunidades que estarão encarregues das operações de segurança da cimeira.

Afinal, como é o carro?
Nem a PSP, que vai utilizar as viaturas, nem o MAI, que as irá comprar, anunciaram ainda quando é que as mesmas chegam ou, por exemplo, qual é o fabricante. A polícia disse ontem, no entanto, que os veículos do negócio feito por ajuste directo, não são blindados, mas antes carros com protecção balística (resistentes a uma vasta gama de projécteis disparados por armas de fogo). No mínimo, terão de ter capacidade para transportar oito pessoas, possuir redes de protecção, estar equipados com pneus runflat (graças a um revestimento especial no interior, permitem a marcha do veículo em qualquer circunstância, mesmo depois de esvaziados), quatro portas laterais e uma porta traseira e possuir motor a diesel. Estas viaturas, que a PSP afirma existirem em todas as forças policiais urbanas europeias, divergem, dizem os especialistas, de outras que a GNR utilizou em missões no Iraque e assim, ao contrário do que já foi anunciado por pessoal da PSP, deverão ter um prazo de adaptação à condução e ao restante equipamento.
04.11.2010 -  Por José Bento Amaro "PÚBLICO"

Manifestantes preparam-se para confrontos

A contestação à cimeira da NATO, que vai decorrer em Lisboa, nos dias 19 e 20 deste mês, deverá começar a fazer-se sentir quatro dias antes, altura em que grupos contestatários têm previsto o início da afixação de cartazes contra o evento. Dois dias mais tarde, ainda sem datas exactas anunciadas, começam a desenvolver-se os quatro eixos do protesto programado pela Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato (PAGAN) que, entretanto, já está a difundir conselhos pela Internet a todos os que queiram participar.

O site da PAGAN diz que os quatro eixos fundamentais da contestação são a organização de uma contra-cimeira, a participação dos aderentes numa "Praça da Paz" (em local a anunciar), a realização de uma manifestação no Marquês de Pombal e, por fim, a participação em acções de desobediência, mas sem qualquer carácter violento.

Este último ponto parece, no entanto, não convencer os próprios organizadores, os quais preparam os manifestantes para eventuais conflitos, informando-os antecipadamente que a PAGAN terá uma equipa de advogados dos quais se poderão socorrer, sendo que os contactos só mais tarde (próximo do início da cimeira) serão fornecidos.

Quem participar nas acções de rua promovidas pela organização fica ainda a saber, consultando o site, que deverá levar calçado confortável para "andar e correr", roupa que cubra o corpo por causa do eventual lançamento de gases, protecção para os olhos (são aconselhados óculos de mergulho) e, num "saco bem fechado, um pano embebido em vinagre de cidra ou limão" para passar em torno do rosto e evitar os eventuais transtornos provocados pelo lançamento de gases. Aconselha-se ainda a quem quiser levar, em mochilas fechadas, mudas de roupa, uma vez que as que vestem podem, em alguma ocasião, ficar contaminadas com químicos. Entretanto, a PAGAN anunciou ontem algumas das personalidades que irão discursar na cimeira alternativa. Entre eles contam-se Mário Tomé, do BE, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista Britânico e a directora da edição portuguesa do Le Monde Diplomatique, Sandra Monteiro.

fonte "PUBLICO"

Blindados da PSP não deverão chegar a tempo da Cimeira

Polícias têm dúvidas sobre condições para assegurar ordem nas ruas

Comandante da PSP admite atraso na entrega das viaturas e polícias dizem que é necessário tempo de adaptação às mesmas.

Os seis blindados comprados por cinco milhões de euros para serem utilizados na Cimeira da Nato, nos dias 19 e 20 deste mês, em Lisboa, não devem chegar mesmo a tempo da reunião. "Os cinco blindados e a viatura pesada para desobstrução das ruas não devem chegar a tempo de serem utilizadas na cimeira e, mesmo que tal aconteça, não haverá tempo para que o pessoal se adapte nas condições desejáveis", disse ao PÚBLICO um elemento da Unidade Especial de Polícia (UEP), lembrando que o atraso na chegada deste equipamento (custa cerca de cinco milhões de euros e terá sido pago com verbas cedidas pelo Governo Civil de Lisboa) até já foi admitido pelo director nacional da PSP, Oliveira Pereira.

O PÚBLICO tentou obter esclarecimentos sobre a compra dos blindados (comprados por ajuste directo para que a sua chegada fosse mais rápida), mas apesar das insistências, o MAI não se mostrou disponível para responder às questões, nomeadamente a data de chegada das viaturas. Sabe-se, no entanto, que a PSP entende que as viaturas são consideradas essenciais pois pretende-se a sua utilização posterior em acções nos mais de 300 bairros problemáticos de todo o país.

Para além da previsível falta dos blindados, algumas subunidades da UEP debatem-se ainda com a falta de outro equipamento que consideram necessário. Responsáveis policiais dizem que não há protecção em muitas das viaturas que estarão nas ruas e falam de escassez de pessoal em áreas como o sector cinotécnico.

A principal preocupação da PSP prende-se, de momento, com a pouca operacionalidade das viaturas destinadas a assegurar a ordem pública, uma vez que se trata das carrinhas Ford Transit que foram compradas para o Euro 2004, e que, na sua maioria, não são blindadas e nem sequer possuem protecções (redes metálicas colocadas em frente aos vidros) que permitam suportar apedrejamentos.

"O grupo cinotécnico possui apenas cerca de 30 operacionais para trabalhar na vertente da ordem pública. Destes, apenas 15 são binómios [homem e cão], o que poderá ser muito pouco para fazer frente a manifestações que, pelos vistos, podem reunir alguns milhares de pessoas", disse um dos polícias contactados.

Maior operação de sempre

Problemas de equipamento à parte, o PÚBLICO sabe que as autoridades estão a preparar a maior operação de segurança de sempre em Portugal, incluindo a visita do Papa Bento XVI. Em Lisboa, no decurso da cimeira, estarão todos os efectivos da UEP, nomeadamente do Corpo de Intervenção, da Defesa Pessoal, da Inactivação de Explosivos no Subsolo, do grupo Cinotécnico e da Grupo de Operações Especiais.

Ao todo, tendo em conta que também se deslocam os efectivos colocados no Porto e em Faro e que todo o pessoal está impedido de gozar férias ou folgas durante os dias do evento, prevê-se que sejam mobilizados (só na UEP) mais de 700 polícias. Este número poderá ser menor, uma vez que na PSP já corre uma mensagem (nos telemóveis dos polícias de todos os comandos nacionais) pedindo a cada um para, nos dias 19 e 20, "adoecerem" e consultarem médicos.

A PSP irá inspeccionar os locais onde vão trabalhar e pernoitar as principais comitivas. Os hotéis e as salas de reuniões serão passados a pente fino, procurando-se, principalmente, detectar explosivos. Já a segurança das individualidades será assegurada, quase na totalidade, por equipas próprias (só a delegação dos EUA deverá compreender quase 1000 pessoas).

A segurança nos trajectos entre os locais onde ficarão as comitivas e o local da cimeira, no Parque das Nações, só será aplicada nas medidas máximas em relação aos países cujo risco de atentado é mais elevado.

fonte "PUBLICO"

PSP ficha radicais no centro de Lisboa

Martim Moniz, Mouraria e zonas urbanas sensíveis na mira da Polícia. Informação servirá de base para plano de policiamento da Cimeira da NATO.

Elementos da investigação criminal da PSP estão a recolher informações sobre movimentos contestatários ou de índole terrorista, que depois serão usadas na preparação do esquema de policiamento da cimeira da NATO que decorre entre 19 e 21 de Novembro, em Lisboa.

A aposta na complementaridade entre a estrutura da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP de Lisboa e o comando da Unidade Especial de Polícia (UEP) passa pela colocação de agentes da primeira subunidade nas áreas que melhor conhecem, nas respectivas zonas de intervenção operacional.

O CM sabe que este trabalho – para lá da detecção de focos de criminalidade simples ou violenta e respectiva repressão – pretende detectar eventuais infiltrações de movimentos terroristas ou extremistas em bairros sociais ou desfavorecidos.

Exemplo disso, sabe o nosso jornal, é a zona do Martim Moniz e Mouraria, área do centro de Lisboa onde é grande a presença de comunidades imigrantes árabes, indianas e originárias de vários países do Extremo Oriente.

Há semanas que agentes à civil andam no terreno a confirmar algo que há muito tentam sistematizar: a disseminação de ideias extremistas, de índole islâmica ou de outro tipo, com a identificação dos seus principais protagonistas e respectivas fichas criminais. Também na Baixa da capital é grande a atenção para a presença de ‘brigadas’ de operacionais de movimentos radicais que, em especial na internet, já prometeram marcar forte presença em Lisboa durante os três dias da cimeira da NATO.

O Gabinete Coordenador de Segurança centraliza todos estes procedimentos e lima já as últimas arestas sobre o esquema de policiamento no Parque das Nações – local do encontro dos líderes de países membros da NATO–, bem como nas restantes zonas da capital portuguesa onde as delegações irão ficar hospedadas.


MOVIMENTOS ANTI-NATO APELAM À DESOBEDIÊNCIA

O PAGAN, movimento europeu de contestação à Aliança Atlântica, já reconheceu estar em Portugal. Apesar de assegurar que irá optar pela não violência, a PSP já tem referenciados os líderes do agrupamento, que serão detidos em caso de orquestrarem acções de rua contra as delegações internacionais. O movimento integra membros de 11 Estados, representa uma rede com mais de 650 organizações e apela aos protestos contra a NATO, em Lisboa, de 19 a 21 de Novembro.

Entre outras iniciativas, o grupo vai promover uma "contra-cimeira, uma manifestação internacional não violenta" (a 20 de Novembro) e actos de desobediência civil. O objectivo é, de acordo com um comunicado da organização, fazer oposição, de forma não violenta, à realização dos trabalhos da cimeira.

GOE E CORPO DE INTERVENÇÃO NA LINHA DA FRENTE

Todas as informações recolhidas estão a ser transmitidas ao comando da Unidade Especial de Polícia e, de resto, já serviram para várias acções de formação que têm sido desenvolvidas ao longo das últimas semanas.

Tal como o CM noticiou, em primeira-mão, agentes do Corpo de Intervenção e Grupo de Ope-rações Especiais (GOE), subunidades da UEP, estão a receber cursos teóricos sobre estes movimentos, ministrados por elementos do Departamento de Operações da Direcção Nacional da PSP e pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS).

fonte CM




Filmagem de manifs anti-NATO pela PSP ainda não aprovadas

Filmagem de manifs anti-NATO pela PSP ainda não aprovadas

A poucos dias da Cimeira da NATO, o Governo ainda não aprovou e publicou as medidas especiais de segurança e justiça

A PSP quer utilizar meios de videovigilância para a segurança da Cimeira da NATO, mas, quando faltam apenas 18 dias para o encontro, o Ministério da Administração Interna (MAI) ainda não pediu a autorização, exigida por lei, à Comissão Nacional Protecção de Dados (CNPD). "Ainda não nos chegou nenhum pedido", garantiu o porta-voz da CNPD.

Este atraso está a causar mal-estar, não só na própria polícia, que pretendia ter o processo já legalizado, mas também no Gabinete Coordenador de Segurança (GCS), dirigido por Mário Mendes. O GCS preparou um pacote legislativo com medidas de excepção, não só em relação à videovigilância, mas outras na área policial, da justiça e da defesa, para a operação de segurança da cimeira. Porém, ao contrário do que aconteceu no Euro 2004, em que o regime jurídico especial foi aprovado com mais de dois meses de antecedência, desta vez o Governo tarda em aprová-lo. Em causa estão regras que atingem direitos, liberdades e garantias que, enquanto tal, têm de ser públicas e publicadas em Diário da República.

A PSP quer instalar câmaras fixas nos principais pontos de acesso ao Parque das Nações, onde se realiza o encontro, e utilizar várias câmaras móveis. Estas, colocadas em viaturas de vigilância das equipas de investigação criminal ou utilizadas por operacionais do Corpo de Intervenção, são essenciais na prevenção de alterações de ordem pública e posterior identificação dos seus causadores.

A polícia já assumiu que uma das principais ameaças de segurança para esta cimeira são, tal como em outros encontros de igual nível, alguns grupos anti-NATO que usam a violência nas suas manifestações. Mas, sem o devido enquadramento legal, as consequências são graves: no caso de serem filmados crimes, como motins, danos em património ou agressões - os mais comuns em certos grupos que se opõem à política da Aliança Atlântica -, as imagens não são consideradas como prova, nos termos da legislação penal e processual penal.

Apesar de a lei que regula a utilização de câmaras de vídeo pelas forças de segurança em lugares públicos admitir que o parecer da CNPD seja pedido a posteriori limita essa excepção a casos de natureza inesperada. Na opinião de fonte oficial da comissão, este "não será o caso, pois o plano de segurança da cimeira está, certamente, feito há algum tempo".

O ignorar da lei nesta matéria tem, aliás, precedentes no MAI, como sucedeu na visita do Papa Bento XVI (ver caixa). Mas, em relação à cimeira, marcada para os próximos dias 19 e 20, o jurista Eduardo Campos, ex-vogal da CNPD e conceituado especialista, considera, ainda assim, que "a quantidade de variáveis de risco em causa leva a que o plano de segurança possa variar em função de factores que surjam à última da hora, e isso pode justificar que o parecer possa ser pedido depois do evento".

O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia também acha "aceitável" um processo a posteriori'. "Desde que a CNPD faça o devido controlo dos dados recolhidos, tratando-se de imagens recolhidas em lugares públicos, não me parece que a polícia esteja a pôr em causa direitos fundamentais, como o direito à imagem e à privacidade", afiança o catedrático.

A CNPD responde que não é "insensível às situações inesperadas", mas, sublinha o porta-voz, "isso não impede que a parte principal do plano possa ser analisada antes". O DN contactou a Direcção Nacional da PSP na sexta-feira, ao fim da tarde, mas dado o fim-de-semana prolongado, não foi possível obter esclarecimentos sobre o assunto em tempo útil.

Ontem foi confirmado oficiamente o cancelamento do concerto dos Arcade Fire, no Pavilhão Atlântico, por motivos de segurança da cimeira, um desfecho que o DN tinha anunciado há semanas como inevitável

por VALENTINA MARCELINO DN 2Nov2010

Artigo de opinião sobre questões de segurança Abrantina (Abrantes)


"Os delinquentes instalam-se tendencialmente nas regiões onde as polícias são permissivas.

Há exemplos concretos disso mesmo. Por exemplo quando um Honda cinza de alta cilindrada sendo o primeiro da fila e se encontra parado num cruzamento junto a um sinal vermelho regulador do transito vai para uma boa dúzia de segundo e em sentido contrário parado está o carro patrulha da PSP, esse Honda tem o desplante de arrancar bruscamente e voltar à esquerda, frente a todos os veículos e ao carro patrulha e este apenas emite um breve toque de sirene e se deixa ficar quedo, isto é mais pura permissividade. O que pretenderam estes delinquentes com tal atitude? Experimentar a temeridade dos agentes e marcar território? Verificar até que ponto os agentes lhes tem respeito? Permissividade e laxismo em toda a linha! Estes memos agentes por sua vez possuem um brinquedo electrónico ligado à Web com o qual se posicionam á retaguarda das viaturas de quem trabalha e contribui para alimentar a máquina do Estado, verificando se os seguros e as inspecções estão em dia, surpreendendo o pacato e mais distraído condutor que deixou passar os prazos num único dia que seja.

Portanto, para as forças da ordem pública, actualmente há dois tipos de cidadãos. Os pacatos cidadãos que estão sujeitos a serem punidos caso cometam a mínima argolada e os delinquentes a quem lhes é permitida toda a espécie de transgressões. A coisa chega ao cúmulo da presidente da câmara se ter que reunir com um patriarca, pedindo-lhe para por ordem na família problemática.

Chega-se ao cúmulo de, quando há indícios de previsibilidade de evolução da delinquência juvenil, como carros a derrapar, barulho nocturno, acelerações de escape livre, etc, escassos segundos após um transeunte o comunicar por telefone à PSP, tudo voltar ao sossego, indício de que alguém informa para o exterior que irá haver uma saída de patrulha.

E o porquê desta permissividade das forças da ordem pública? Porque esses agentes, fora de serviço, são pessoas que habitam nesta região e têm família para sustentar que por vezes se sentem ameaçadas por estes grupos organizados de delinquentes.

Portanto, o senhor comandante da PSP só tem que envidar diligências no sentido de requisitar agentes exteriores a esta região, tipo Grupo de Operações Especiais ou Corpo de Intervenção, efectuando operações relâmpago, direccionadas a estes grupos de mafiosos, criando-lhes desconforto e limitações nos seus actos, em vez de se entreterem com operações stop estáticas e identificáveis a quilómetros de distância ou quando saem do posto durante a noite, trazerem o carro patrulha de rotativos acesos e sirene ligada, que sendo detectados a centenas de metros de distância, espantam a caça."

fonte : Artigo de opinião enviado por um cidadão de Abrantes para o BLOG  "Cidadãos por Abrantes" num tema sobre O debate sobre a segurança"

Operação da ASAE lança confusão e pânico na feira de Gondomar

Uma operação de fiscalização da ASAE, ontem, quinta-feira, de manhã, na feira de Gondomar, degenerou numa grande confusão, com clientes e feirantes a fugirem e a criticarem a "violência" da polícia. Houve seis detidos e foram apreendidos 1180 artigos piratas. 
(...)
A confusão não apanhou, por pouco, a campanha presidencial. Na altura, apoiantes do candidato a presidente da República, Fernando Nobre, realizavam uma acção, no início da feira. Todavia, nem se aperceberam do caos instalado alguns metros à frente, com algumas bancas reviradas.

A operação da ASAE centrou-se nas bancas de cd e dvd pirateados, assim como junto de vendedores de roupa contrafeita. Além das apreensões, foram elaborados 11 autos de contra-ordenação por infracções relacionadas com contrafacção e usurpação.

O espaço labiríntico da feira de Gondomar, feito de corredores estreitos, foi cercado pelo Corpo de Intervenção da Polícia. Nem mesmo a zona do mercado, espaço que está na fronteira com as bancas visadas, escapou à intervenção dos agentes. O pânico instalou-se entre quem andava na feira semanal, com muita gente aos gritos, enquanto tentavam fugir.
(...)
Em comunicado, o Comando da PSP adiantou que "em face da resistência por parte dos visados na acção de fiscalização houve necessidade de recorrer ao uso da força para reposição da ordem pública e cumprimento das medidas de polícia". Uma das detenções esteve relacionada com "crimes contra a autoridade pública".

Material da PSP ainda não tem visto do TC

O Governo disse que tinha pedido visto ao TC, mas este não recebeu nada.

O Tribunal de Contas garantiu ao DN que ainda não recebeu qualquer pedido de visto para aquisição do equipamento, no valor de cinco milhões de euros, para a PSP, embora tenha sido essa a informação prestada aos deputados pelo secretário de Estado da Administração Interna, Conde Rodrigues.

Esta aquisição extraordinária, por causa da Cimeira da NATO em Novembro, está a ser coordenada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), e o financiamento é do Governo Civil de Lisboa. Inclui seis veículos "blindados" e 45 viaturas antimotim e equipamento de protecção pessoal para a Unidade Especial de Polícia da PSP.
(...)
A compra deste equipamento, que a PSP e Rui Pereira justificaram como essencial para a segurança da cimeira e para as missões do dia-a-dia da polícia, foi considerada "chocante" em tempo de crise, pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda.

ASAE e PSP na feira de Gondomar

Operação conjunta culminou em duas detenções e na apreensão de 1882 artigos alegadamente contrafeitos.

A ASAE e a PSP realizaram esta quinta-feira uma operação conjunta na feira de Gondomar, que culminou em duas detenções e na apreensão de 1882 artigos alegadamente contrafeitos, escreve a Lusa.

A lista dos artigos apreendidos integra objectos de marroquinaria, CD e DVD.

Da operação resultou ainda a elaboração de oito autos de notícia por contraordenações e um por usurpação de direitos de autor.

Na acção, a ASAE envolveu 34 inspetores, enquanto a PSP mobilizou elementos do Corpo de Intervenção e das brigadas de Intervenção Rápida.

fonte IOL Diário 21Out2010

Visita de Stojkovic a Braga motiva cuidados da PSP

A recepção a Stojkovic e aos problemáticos adeptos sérvios, no Sp. Braga-Partizan, de amanhã , não é considerada de risco, mas levou a PSP de Braga a montar um esquema reforçado de policiamento - com apoio do Corpo de Intervenção.

Os incidentes criados pelos sérvios no Itália-Sérvia da semana passada, assim como durante a deslocação do Partizan ao terreno do Arsenal, levaram a PSP de Braga a pedir reforços ao Comando Metropolitano do Porto (mandará o Corpo de Intervenção). Mas foi "apenas para acautelar qualquer situação inopinada". De resto será tudo normalmente", revelaram fontes policiais ao DN. Segundo o Partizan, a sua claque não virá até Braga.
(...)
 O guardião foi o principal visado dos incidentes do Itália-Sérvia da semana passada (devido à revolta dos adeptos do Estrela Vermelha). Mas não deve ter problemas em Braga.

fonte DN desporto
foto google

Sindicato dos polícias propõe fusão da PSP e GNR

O Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP) propôs hoje a criação de uma polícia única em Portugal, considerando que seria uma medida com "claros benefícios" para a economia e segurança do país.

"Não faz sentido, num país tão pequeno como o nosso, haver duas forças policiais que têm precisamente a mesma missão: zelar pela segurança dos cidadãos e dos seus bens", refere o SPP, em comunicado, ao propor a fusão da PSP e da GNR devido à "crise social e económica" que Portugal atravessa.

Para o segundo maior sindicato da Polícia, existe hoje, nas forças de segurança, uma "situação clara de duplicação de serviço", o que considera "inadmissível".

Como exemplo, refere que, em Lisboa, a GNR tem mais de "sete mil efectivos a desempenhar funções meramente burocráticas", já que "não tem funções de policiamento na capital".

"A PSP tem equipas de fiscalização em todo o país e das diversas valências, a GNR tem a Unidade de Acção Fiscal; a PSP tem unidades de trânsito em todas as cidades, a GNR tem a Unidade Nacional de Trânsito; a PSP tem o Corpo de Segurança Pessoal e uma banda, a GNR tem a Unidade de Segurança e Honras de Estado; a PSP tem o Corpo de Intervenção, o Grupo Cinotécnico e o Grupo de Operações Especiais (inseridos na Unidade Especial Polícia), a GNR tem a Unidade de Intervenção e Reserva", exemplifica ainda.

O SPP considera ainda que a criação de uma polícia única "eliminaria não só serviços desnecessários, como permitiria rentabilizar e reforçar" os outros, além dos benefícios para a população com o maior número de "homens e mulheres a patrulhar as ruas e a poupança para o Estado".

fonte DN

Não haverá tolerância para quem alterar a ordem pública


O comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP/PSP) prevê que a cimeira da Nato seja o evento com contornos mais complicados ao nível da segurança já realizado em Portugal, devido ao enorme potencial de desordem pública, que garante «não será tolerada».

«Pela minha experiência profissional, a cimeira é o evento que pela sua natureza, pelo número de pessoas envolvidas e pelos grupos activistas, violentos ou não, tem contornos mais complicados a nível de segurança», disse esta quinta-feira Magina da Silva.

O comandante da UEP considera mesmo que «é uma operação de segurança que vai desafiar a PSP como um todo», mas garante que a polícia está preparada.

«Não haverá tolerância para quem vem a Portugal para alterar a ordem pública, destruir a propriedade e agredir os elementos da ordem», prometeu.

Entre as preocupações da PSP destaca-se a manutenção e reposição da ordem pública e por isso esta semana decorre nas instalações da UEP, em Belas, uma formação que envolve cerca de mil elementos das Equipas de Intervenção Rápida (EIR) e do Corpo de Intervenção (CI) para afinar a articulação do dispositivo no terreno.

«O que mais nos preocupa é a manutenção da ordem pública, que tem potencial para ser alterada em grande, associado à deslocação de um elevado número de chefes de Estado e comitivas», disse Magina da Silva, garantindo, contudo, que «a PSP está preparada para lidar com um conjunto alargado de incidentes».

Só dos Estados Unidos está prevista uma comitiva de cerca de mil pessoas.

Para que não seja alterada a ordem pública, a PSP tem definidos vários níveis de intervenção: patrulhamento de proximidade, Equipas de Intervenção Rápida, Corpo de Intervenção e, nos incidentes táctico-policiais, a actuação do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Assim, várias «reciclagens» estão a ser realizadas na UEP: a primeira foi a formação de mais elementos para o CI e agora esta que envolve as EIR do Comando de Lisboa e de Setúbal sendo, em Novembro, alargada a elementos do comando do Porto.

fonte IOL diário

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Polícias especialmente atentas à cimeira da NATO

O comandante da Unidade Especial de Polícia da PSP prevê que cimeira da Nato seja complicada em termos de segurança. Os elementos da PSP estão a receber formação extra para dar conta do recado nos dias em que vai estar em Lisboa, entre outros, o presidente dos Estados Unidos.
fonte RTP